SERRA DA CHAPADINHA Apoio institucionalDep. Hilton Coelho
13°09'S — 13°13'S  /  41°07'W — 41°11'WItaetê · Ibicoara · Mucugê — Chapada Diamantina, Bahia
Dossiê cartográfico cidadão · Página 1 de 13

O Mapa
do Cerco

Vinte e um anos separam duas fotografias do mesmo pedaço de serra. Sobrepostas aos polígonos minerários que hoje a cercam, elas mostram uma paisagem pressionada pelas bordas enquanto o núcleo ainda resiste.

Em 90 segundos

A Serra da Chapadinha é uma das principais zonas de recarga hídrica da bacia do Paraguaçu, que abastece 86 municípios e mais de 65% da Região Metropolitana de Salvador. Reconhecida pela UNESCO. Habitat de espécies ameaçadas. Território de quilombos e assentamentos. Mas está sem proteção legal — e sobre ela incidem 51 processos minerários. Um deles, em fase de direito de requerer a lavra: o processo 872.150/2017, da Mineração Novo Rumo. Em 1º de maio de 2026, defensores da serra foram atacados por homens armados na pousada Toca do Lobo. Quatro dias depois, a ANM aprovou o relatório de pesquisa do processo. Sete dias depois, foi protocolada a Frente Parlamentar — e, em 29 de maio de 2026, foi oficialmente constituída no Diário Oficial do Legislativo — instalada em 9 de junho com 23 assinaturas parlamentares, presidida pelo Deputado Estadual Hilton Coelho, que dá agora apoio institucional a esta causa. A consulta pública oficial do REVIS correu de 1º a 30 de junho e já se encerrou. Todas as etapas técnicas foram cumpridas. Falta um único ato: a assinatura do governador. A contribuição máxima cabe em um clique: assine o abaixo-assinado (aba 12) — e, se puder, ajude a reerguer a Toca do Lobo (aba 11), atacada e incendiada em 1º de maio.

01 — O que está em jogo

Uma caixa d'água dentro de um retângulo de minério

A Serra da Chapadinha fica na porção sul da Chapada Diamantina — fora do perímetro do Parque Nacional, e por isso sem proteção legal.

São 18,3 mil hectares com 98% de vegetação nativa preservada e poucos moradores — área agora oficialmente delimitada pela Sema na proposta de REVIS (Itaetê 73%, Ibicoara 24%, Mucugê 3%). Suas nascentes alimentam o rio Una, na bacia do Paraguaçu — bacia que abastece 86 municípios e responde por mais de 65% da água da Região Metropolitana de Salvador. A serra é uma das principais zonas de recarga hídrica desse sistema.

Não é um lugar qualquer. O Ministério do Meio Ambiente a reconhece como Área Prioritária para Conservação, com importância biológica “extremamente alta”. A serra integra a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, reconhecida pela UNESCO — e desde dezembro de 2024 abriga um Posto Avançado oficial da reserva: a Toca do Lobo (justamente o local atacado em maio de 2026). Levantamentos do Centro Nacional de Conservação da Flora, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, já identificaram 184 espécies de plantas em 64 famílias, incluindo endêmicas e em perigo de extinção — como a paina-de-caboclo e a crista-de-galo. Há 10 sítios arqueológicos registrados no IPHAN.

O entorno é um território pluri-identitário: três comunidades quilombolas, nove assentamentos de reforma agrária, terreiros de jarê. O levantamento fundiário aponta apenas seis propriedades particulares legalmente reconhecidas, menos de 10% da área proposta — ou seja, criar a UC não exige desapropriação em larga escala.

O problema cabe numa frase: a área que se quer transformar em Unidade de Conservação é quase exatamente a mesma área que a mineração quer explorar. Os dois projetos disputam o mesmo polígono no mapa.

Quem chega primeiro — a proteção ou a pá? A pergunta central deste dossiê

⚠ Nota de método — leia antes de tudo

As três imagens analisadas, elaboradas pelo autor, usam composições de cor diferentes (2004 em falsa-cor; 2025 em cor natural; a terceira por outro programa). Por isso este dossiê não compara “quantidade de verde” — isso seria tecnicamente frágil. Compara apenas o que é robusto: a geometria (polígonos, estradas, clareiras) e o solo exposto, indicador estável entre paletas. Os dados de mineração são cruzados com o registro oficial da ANM.

O que cada aba mostra

  • 02A medição. Os quatro números extraídos dos mapas que sustentam o dossiê.
  • 03O cerco. Mapa interativo: ligue e desligue as camadas de minério e degradação.
  • 04A prova cruzada. A medição bate com o dado oficial da ANM.
  • 052004 ↔ 2025. Arraste e compare as duas fotografias da serra.
  • 06A cronologia. Vinte anos de pressão — e um ataque às vésperas da consulta.
  • 07O argumento. Quatro afirmações e o que pedir — e a quem.
  • 08A morte anunciada. Simulador: arraste o tempo e veja o que pode acontecer com a serra.
  • 09Fontes e método. Rastreabilidade dos dados e como a medição foi feita.
  • 10A Frente Parlamentar. A resposta institucional — e como participar da defesa da serra.
  • ★ 11Salve a Toca do Lobo. A base atacada em 1º de maio precisa ser reerguida — ajude na vaquinha.
  • ★ 12Assine o abaixo-assinado. A contribuição cívica máxima — em um clique.
  • 13Adesão institucional. Para entidades e organizações da sociedade civil que queiram somar à defesa da serra.
02 — A medição

Quatro números que sustentam tudo

Extraídos diretamente dos mapas elaborados pelo autor, por análise de imagem, com a escala geográfica das próprias bordas dos documentos.

1.801
hectares — polígono central de MINÉRIO DE FERRO, que engole o corpo principal da serra
146
hectares — polígono de QUARTZITO / DIAMANTE encaixado, na borda da Cachoeira da Encantada
29%
do recorte analisado está sob requerimento minerário — só contando os polígonos fechados
+6
outros polígonos de minério identificados — cujos rótulos aparecem cortados pelas bordas do recorte. Não medidos; cercam a serra a N, L, S e SE
Leitura

Não é uma coincidência geológica infeliz. É a explicação de toda a disputa: a pressão de bastidores pela categoria mais permissiva de UC — uma APA, de uso sustentável, que pode admitir atividades econômicas licenciadas — em vez de um Refúgio de Vida Silvestre, de proteção integral, existe porque há ~1.950 hectares de requerimentos esperando essa decisão.

Como os números foram obtidos

Os três mapas elaborados pelo autor cobrem rigorosamente a mesma janela geográfica — as mesmas coordenadas aparecem nas quatro bordas de cada documento. Isso permitiu sobrepor as imagens pixel a pixel. Os polígonos minerários foram isolados pela cor das linhas e rótulos; a área de cada polígono fechado foi calculada convertendo pixels em hectares pela escala derivada das marcações de coordenada. Os polígonos cortados pelas bordas do recorte foram apenas identificados, não medidos — e por isso não entram no percentual de 29%.

O recorte total analisado é de aproximadamente 6.700 hectares. A aba Fontes e método detalha o cálculo, as limitações e a rastreabilidade de cada dado.

03 — O cerco, camada por camada

O retângulo que engole a serra

Toque nos botões abaixo para ligar e desligar cada camada sobre a imagem de satélite de 2025.

Serra da Chapadinha, imagem de 2025
Imagem base: satélite 2025. Ative as camadas para investigar a sobreposição.

☰ toque nos botões para alternar as camadas

O que você vê quando liga tudo

O polígono central de minério de ferro não tangencia a serra — ele a contém por inteiro. O contorno menor encaixado a leste é o processo de quartzito e diamante.

O marcador da Toca do Lobo — o posto avançado dos ambientalistas — cai dentro do polígono de ferro. Quem defende a serra trabalha, fisicamente, no meio da área cobiçada. E a camada vermelha de degradação mostra que as manchas de solo exposto que surgiram entre 2004 e 2025 se concentram nas bordas, formando um anel em volta do núcleo ainda íntegro.

contorno dos processos ANM área sob requerimento degradou no período
Por que isso é decisivo

Os polígonos da ANM são dado público oficial. A coincidência entre a área da UC proposta e a área dos requerimentos não é interpretação — é cartografia. Não se discute, se consulta.

O cerco tem um segundo andar — o fundiário

Em 07/06/2026, reportagem da CartaCapital revelou que o cerco minerário corre em paralelo a uma explosão de cadastros fundiários no território: empresas ligadas aos setores minerário e imobiliário registraram aumentos abruptos de áreas rurais entre 2023 e 2024, com imóveis sem histórico e indícios de sobreposição — padrão que especialistas batizam de “grilagem digital”. O argumento 5 (aba 7) detalha essa camada.

04 — A prova cruzada

O mapa bate com o dado oficial

A medição feita sobre os mapas elaborados pelo autor foi confrontada com declaração pública e com dados da Agência Nacional de Mineração.

O que mediu este dossiê

146 ha
Polígono de quartzito/diamante, extraído por análise de imagem do mapa de 2004, na borda da Cachoeira da Encantada.

O que declarou a fonte oficial

149 ha
Área informada pelo deputado Hilton Coelho (PSOL-BA) para o processo de pesquisa minerária na mesma borda da serra — nascente que abastece o Assentamento Baixão, 120 famílias.
Por que isso importa

Três hectares de diferença entre uma medição independente e o número oficial. Significa que a extração dos polígonos a partir dos mapas do autor é confiável — e que a leitura cartográfica deste dossiê tem lastro. A partir daqui, o dossiê deixa de depender de medição própria: passa a cruzar com o registro oficial da ANM.

O processo, na fonte oficial

A consulta ao SIGMINE — o sistema cartográfico da Agência Nacional de Mineração — confirma e dá nome ao maior dos polígonos sobre a serra:

Processo ANM 872.150/2017Direito de requerer a lavra
Titular atualMineração Novo Rumo Ltda
SubstânciaMinério de ferro — uso industrial
Área999,91 hectares
MunicípioItaetê / BA
Condição do soloPropriedade de terceiros
Protocolo12/12/2017
Fonte: Cadastro Mineiro / SIGMINE — ANM. Evento mais recente: relatório de pesquisa aprovado e direito de lavra reconhecido, publicado no Diário Oficial da União em 05/05/2026.
1de 51
Segundo levantamento da Folhapress (maio/2026), são 51 processos minerários em curso na região da serra — quase todos para minério de ferro. Apenas um deles está na fase de direito de requerer a lavra: o 872.150/2017, da Mineração Novo Rumo. É o único que terminou a pesquisa e pode pedir autorização para extrair.

Três fatos saltam da ficha. Primeiro: a fase. “Direito de requerer a lavra” não é mais pesquisa — é o passo que antecede a extração. Segundo: a cadeia de titulares. O processo passou por quatro empresas em sete anos — Pedreira da Bahia, Goldcoltan, Tree Stone e, desde maio de 2023, a Novo Rumo. Terceiro: o isolamento estatístico. Entre 51 processos na região, é este — e só este — que está pronto para virar mina.

O contexto regional dos processos

A Folhapress, citando levantamento sobre a região em maio de 2026, contabiliza 51 processos em curso — em sua maioria autorizações de pesquisa de minério de ferro, todos cercando ou incidindo sobre a serra. Já em 2023, o MPF apontava mais de 14 mil hectares com autorização de pesquisa mineral na região. O processo 872.150/2017 é apenas o que mais avançou. A aba Fontes e método reúne a tabela de rastreabilidade desses processos, em construção à medida que as fichas oficiais são consultadas.

⚠ Sobre o polígono de 1.801 ha

O maior polígono medido nos mapas do autor tem ~1.801 ha; o processo 872.150/2017 tem 999,91 ha. A diferença sugere que o polígono medido corresponde a mais de um processo somado, ou a um recorte que não coincide exatamente com um único processo. Por precisão, o dossiê não afirma equivalência direta entre os dois números até que todos os processos incidentes sejam confirmados no SIGMINE.

A autorização de pesquisa é antiga. A violência é nova. E o seu timing não é casual — ver aba 6
05 — Vinte e um anos

2004 → 2025: arraste e compare

A mesma janela geográfica, duas décadas de distância. Arraste o círculo para a esquerda e para a direita.

Serra da Chapadinha em 2004Serra da Chapadinha em 2025
◀ 2004
2025 ▶

☰ arraste o círculo central para comparar

Lembre da nota de método: as cores diferem porque são composições distintas — o que importa aqui é a geometria. Observe a porção sul e sudoeste: onde em 2004 havia mancha contínua, em 2025 surgem talhões de bordas retas e solo exposto — assinatura de ocupação, não de processo natural.

A terceira leitura, por outro programa

O autor produziu ainda uma terceira imagem, também recente (2025/26), porém processada com outro programa e outra paleta. Ela não é um ponto intermediário no tempo — é uma segunda fotografia independente do estado atual. Quando duas ferramentas distintas leem a mesma paisagem e chegam ao mesmo padrão de borda, o achado deixa de ser interpretação e vira constatação.

Terceira leitura — 2025/26Terceira leitura da Serra da Chapadinha
Conferência independente. Mesma janela, outro processamento. O padrão de pressão nas bordas se repete.
Detecção de mudança 2004–2025Mapa de degradação
Em vermelho: manchas de solo exposto surgidas entre 2004 e 2025 (filtradas, >0,5 ha). Em ciano: contorno dos polígonos minerários. A degradação forma um anel — o núcleo permanece estável.
O núcleo ainda resiste

Dentro do polígono de ferro, o solo exposto passou de 5,6% (2004) para 14,8% (2025). O coração da serra ainda está majoritariamente preservado — mas a degradação quase triplicou. Ainda dá tempo de proteger. Mas “ainda” tem prazo.

06 — A linha do tempo da pressão

Vinte anos de cerco — e um ataque às vésperas da consulta

Os requerimentos minerários são antigos. A violência é nova — e o seu timing não é casual.

2004
A imagem de base
Primeira fotografia de satélite, usada como linha de base. Sobre ela foram projetados os polígonos minerários atuais — para comparar a paisagem antes e depois da pressão territorial. No mesmo ano, o Ministério do Meio Ambiente reconhece a região como Área Prioritária para Conservação (Portaria nº 126/2004).
2014
Minério chega à Chapada
Brazil Iron instala mina de ferro em Piatã; explosões racham casas de comunidade quilombola — precedente regional.
Dez / 2017
Protocolo do processo minerário
É protocolado na ANM o processo 872.150/2017, de pesquisa de minério de ferro em Itaetê — 999,91 ha. Nos anos seguintes, ele passará por quatro titulares diferentes.
Maio / 2021
O Ministério Público estadual age
A Promotoria de Justiça do Meio Ambiente do Médio Paraguaçu (MP-BA) expede portaria no procedimento administrativo nº 699.8.91708/2021 — o passo que embasa a exigência legal de estudo técnico para criar a Unidade de Conservação.
Ago 2022 — Mai 2023
O processo troca de mãos
Em menos de um ano, o processo 872.150/2017 passa por três titulares em sequência — Pedreira da Bahia, Goldcoltan, Tree Stone — até chegar à Mineração Novo Rumo Ltda em 05/05/2023, titular atual.
20/04 / 2023
Inema interdita a pesquisa mineral
Após denúncias de moradores, o Inema interdita temporariamente uma das áreas de pesquisa mineral da Mineração Novo Rumo na Serra da Chapadinha, em operação conjunta com a Cippa de Lençóis. A interdição atinge apenas um dos quatro quadrantes; os outros três seguem ativos — e a omissão será cobrada pelos moradores nos meses seguintes.
Jun / 2023
A serra reage — e a ALBA aprova
Com o movimento Salve a Serra da Chapadinha ganhando força, o deputado Hilton Coelho protocola a Indicação nº 26.650/2023; a Assembleia Legislativa da Bahia a aprova em 06/06/2023, pela criação da Unidade de Conservação.
Ago / 2023
O MPF entra na causa
O Ministério Público Federal expede recomendação ao governo da Bahia e ao Inema: que não autorize supressão vegetal na área da serra e que cancele licenças minerárias concedidas sem consulta às comunidades tradicionais. O documento orienta também que a ANM não conceda novas autorizações sem essa participação.
Dez / 2024
A UNESCO reconhece a Toca do Lobo
A Toca do Lobo é oficialmente designada Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica pela UNESCO — um equipamento internacional de conservação no coração da serra.
2025 / 26
As imagens atuais
São produzidas as duas leituras recentes de satélite usadas neste dossiê — uma delas por programa distinto. Quase três anos após a aprovação na ALBA, a UC ainda não foi implementada.
Abril / 2026
Dois relógios correndo juntos
SEMA e Inema realizam os estudos técnicos de campo para definir a UC. No mesmo mês, o processo minerário 872.150/2017 cumpre exigência na ANM (evento de 03/04/2026), avançando rumo à lavra — entre os 51 processos da região, é o único nesta fase.
01/05 / 2026
O ataque armado
Na madrugada, seis homens encapuzados, com fuzis e pistolas, invadem a Toca do Lobo — dentro do polígono minerário — rendem Alcione Corrêa e Marcos Fantini e destroem equipamentos. Repetiam que eles “impediam o progresso”.
05/05 / 2026
A ANM aprova o relatório de pesquisa
Quatro dias após o ataque, a ANM aprova o relatório de pesquisa do processo 872.150/2017 e reconhece o direito de requerer a lavra — publicado no Diário Oficial da União. O processo sai da fase de pesquisa e entra na fase de extração.
07/05 / 2026
Nasce a Frente Parlamentar
O deputado Hilton Coelho protocola na ALBA o requerimento de criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Serra da Chapadinha — estrutura suprapartidária e permanente. Ver aba 9.
08/05 / 2026
O MPF cobra novamente
O Ministério Público Federal envia novos ofícios a Casa Civil-BA, SSP-BA, MPBA, PGE-BA, MMA e ICMBio — cobrando investigação rigorosa do atentado, proteção às vítimas e criação imediata do Refúgio de Vida Silvestre. Prazo de 15 dias para resposta.
29/05 / 2026
A Frente Parlamentar é oficializada
Publicado no Diário Oficial do Legislativo da ALBA, com 22 assinaturas de deputadas e deputados — uma a mais que o mínimo de 21 exigido pelo Regimento Interno. A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Serra da Chapadinha está oficialmente constituída — suprapartidária, permanente, presidida pelo deputado Hilton Coelho.
Fim de maio / 2026
Parecer favorável da Sema ao REVIS
O superintendente de Políticas e Planejamento Ambiental da Sema, Luiz Carlos de Araujo Junior, emite parecer favorável à criação do Refúgio de Vida Silvestre. Caso endossado pelo governador, ficam vetadas mineração, pecuária extensiva, caça e introdução de espécies.
01/06 / 2026
Consulta pública do REVIS é aberta
A Sema abre oficialmente a consulta pública para a criação do Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) Serra da Chapadinha — Unidade de Conservação de Proteção Integral, com 18,3 mil hectares nos municípios de Itaetê (73%), Ibicoara (24%) e Mucugê (3%). Prazo: 30 dias (encerra em 30/06). Categoria confirmada: a mesma que o movimento e o MPF reivindicavam.
07/06 / 2026
CartaCapital revela a “grilagem digital”
Reportagem de Wendal Carmo expõe a explosão fundiária na região entre 2023 e 2024: a empresa Todos os Santos (vinculada ao grupo Carbisa) sai de 0 para 1.847,68 hectares em 15 meses; cadastros sem histórico, “novas áreas”, sobreposições. Especialistas batizam: “grilagem digital”. A pasta da agricultura ignorou recomendação do MPF de ago/2023 para parar novas inscrições. Ver aba 7.
09/06 / 2026
Frente Parlamentar instalada na ALBA
Ato público de instalação na Assembleia Legislativa da Bahia, com 23 assinaturas parlamentares. Hilton Coelho (PSOL) é o presidente; Olívia Santana (PCdoB), a vice-presidente. Alcione Corrêa, liderança atacada em 1º de maio, assume como representante dos movimentos sociais e ambientalistas na Frente.
30/06 / 2026
A consulta pública se encerra
Último dia de contribuições. Com isso, fecha-se a última etapa participativa do processo: estudos técnicos (desde 2023), diagnósticos, oficinas, audiências, parecer favorável da Sema e consulta pública — tudo cumprido. Resta a análise das manifestações e o ato final: o decreto do governador. Até a data desta atualização, a Sema não divulgou balanço das contribuições recebidas.
04/07 / 2026
Começa o defeso eleitoral
Com as eleições marcadas para 4 de outubro, entram em vigor as restrições da Lei nº 9.504/1997. O portal da ALBA suspende conteúdos até 25/10; a página de notícias da Sema fica vazia. A vedação legal recai sobre a publicidade institucional — a divulgação de atos e obras — e não sobre a prática dos atos administrativos em si.
03–07/07 / 2026
O precedente: outro governo decreta um REVIS no mesmo período
No Distrito Federal, a governadora assina em 3 de julho os decretos que criam o Refúgio de Vida Silvestre Canela de Ema e a ARIE do Ribeirão Sobradinho. Os atos são publicados no Diário Oficial em 7 de julho — três dias após o início do defeso. Demonstração prática de que o calendário eleitoral não impede a criação de unidades de conservação por decreto.
Hoje
A serra espera a caneta — estamos aqui
Todas as exigências técnicas, jurídicas e participativas foram cumpridas. O processo está concluído na mão do Executivo estadual. Falta um único gesto: a assinatura do decreto de criação do REVIS Serra da Chapadinha. Enquanto ele não vem, os 51 processos minerários seguem ativos e a serra segue sem proteção legal.
O que a cronologia mostra

Foram vinte anos entre o primeiro requerimento minerário e a consulta pública. Nos últimos dois meses, tudo se acelerou: ataque armado, avanço do processo minerário, Frente Parlamentar, parecer favorável, consulta pública, denúncia de grilagem digital. A parte que dependia de estudo, de prova e de mobilização está feita. O que falta não depende mais da serra nem de quem a defende — depende de uma assinatura.

O ataque não é isolado — é padrão

Segundo a Comissão Pastoral da Terra, a Bahia registrou em 2025 116 conflitos por terra e 19 conflitos por água. Quilombolas, indígenas e trabalhadores rurais estão entre os mais atingidos. O atentado à Toca do Lobo se insere nesse quadro, e é a razão pela qual o MPF cobra simultaneamente a investigação do crime e a criação da Unidade de Conservação: proteção de pessoas e proteção de território são, aqui, a mesma coisa.

07 — O argumento que não cai

Quatro afirmações à prova de contestação

Cada uma se sustenta sozinha — e nenhuma depende de perícia de cor de imagem. Esta é a espinha dorsal para o dossiê técnico e para a fala pública.

A UC proposta e os requerimentos minerários são o mesmo mapa

A área sob processo da ANM coincide geograficamente com a área da Unidade de Conservação proposta. Os polígonos da ANM são dado público oficial — isso não se discute, se consulta.

A medição independente bate com o número oficial

146 ha medidos no mapa contra 149 ha declarados para o mesmo processo. A leitura cartográfica deste dossiê está validada por fonte externa.

A degradação avança pelas bordas em direção ao núcleo preservado

O padrão espacial — um anel de solo exposto cercando um núcleo íntegro — é geometria, não cor. É a assinatura de avanço de fronteira, e duas leituras independentes a confirmam.

O ataque ocorreu dentro do polígono minerário, às vésperas da consulta

A Toca do Lobo está geograficamente dentro do requerimento de ferro. O atentado de abril/2026 antecede em semanas a consulta pública de junho. O timing e o local falam por si.

A pressão sobre a serra não é só minerária — é também fundiária

Reportagem da CartaCapital de 07/06/2026 documentou uma explosão de cadastros rurais na região entre março/2023 e junho/2024. Um caso emblemático: a empresa Todos os Santos (vinculada ao grupo Carbisa) sai de 0 para 1.847,68 hectares em 15 meses, com imóveis classificados como “nova área”, “sem histórico” ou “potencial duplicidade”. Só em Itaetê, o cadastro saltou em 2.774 ha mesmo após recomendação do MPF (ago/2023) para suspender novas inscrições. Especialistas chamam o padrão de “grilagem digital”: a apropriação de terras públicas ou sem destinação precedida pela inserção em bases cadastrais oficiais.

Frase-síntese para a mobilização

“A serra ainda resiste no centro — mas está sendo comida pelas bordas. E o mapa de quem quer minerar é o mesmo mapa de quem está desmatando — e, agora se sabe, também de quem está cadastrando.”

O que pedir — e a quem

A pressão institucional sobre os órgãos públicos continua sendo fundamental — mas a partir de agora a articulação cidadã tem um canal institucional: o mandato do Deputado Estadual Hilton Coelho, presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Serra da Chapadinha. E uma contribuição máxima de massa: o abaixo-assinado público (aba 12).

Apoio institucional
★ A contribuição cidadã máxima — em um clique
  • Assine o abaixo-assinado público em defesa da Serra da Chapadinha — c.org/g9QdsYnTyz. Com a consulta pública já encerrada, cada assinatura passa a somar como pressão direta pela assinatura do decreto.
  • Compartilhe o link em redes, grupos e conversas — especialmente entre quem bebe a água do Paraguaçu.
  • Acompanhe e amplifique @hiltoncoelho50 e @salveaserradachapadinha.
Pelo canal institucional — Mandato do Dep. Hilton Coelho
  • Toda contribuição, denuncia ou oferta de apoio à causa pode ser direcionada ao mandato do Deputado, que articula a Frente Parlamentar Mista na ALBA.
  • Pesquisadores, comunidades, jornalistas e organizações: o canal é o caminho mais rápido para que a informação chegue à agenda legislativa.
  • Contato: Instagram @hiltoncoelho50.
Ao Governo do Estado / SEMA
  • Criar a Unidade de Conservação na categoria Refúgio de Vida Silvestre, de proteção integral — e não uma solução mais frágil de uso sustentável, que deixa brecha para a mineração.
  • Encaminhar o decreto de criação à assinatura do governador — concluídas a consulta pública (30/06/2026) e todas as etapas técnicas, não resta óbice ao ato.
  • Publicar o balanço das contribuições recebidas na consulta pública, com transparência sobre eventuais ajustes na poligonal.
À ANM e ao INEMA
  • Suspender novas autorizações de pesquisa minerária na área da serra até a decisão sobre a UC.
  • Rever licenças concedidas sem consulta às comunidades tradicionais, conforme recomendação do MPF.
Às forças de segurança e ao MP
  • Investigação rigorosa do atentado de 01/05/2026 à Toca do Lobo.
  • Proteção aos defensores ambientais da região.
Em 30 segundos, você faz a maior contribuição que um cidadão pode dar agora.
Assinar
08 — A morte anunciada

Arraste o tempo. Veja a serra morrer.

Os dados do dossiê permitem projetar o que acontece se nada mudar: se a Unidade de Conservação não for criada, se o processo minerário em fase de lavra avançar, se a taxa de degradação observada continuar.

O simulador abaixo não é previsão. É extrapolação do que já foi medido — e não é o pior cenário. É apenas a continuidade do que está em curso, projetada sobre o mapa real. Arraste a alavanca e veja.

SE NADA MUDAR — ANO2026
Hoje. A serra ainda resiste no centro.
Mapa da Serra da Chapadinha
20262031203620412046
☰ arraste para avançar o tempo
Núcleo preservado
85%
Hectares degradados
580ha
Processos em lavra
1/ 51
Municípios com risco hídrico
0/ 86
Em escala

A degradação atual já equivale a ~580 campos de futebol.

Como esta projeção é calculada

A simulação usa quatro variáveis, todas baseadas em dados medidos ou documentados:

taxa de degradação = (14,8% − 5,6%) ÷ 21 anos ≈ 0,44%/ano
avanço anual = taxa × núcleo restante
lavra ativa = começa com 999,91 ha (processo 872.150/2017)
novos processos = ativação gradual entre 51 documentados na ANM

Pressupostos: taxa observada de 2004-2025 continua linear; UC não é criada; processos em pesquisa avançam para lavra na ordem em que estão no SIGMINE. Não é previsão. É cenário ilustrativo do que pode ocorrer caso a Unidade de Conservação não seja criada e a tendência atual se mantenha.

⚠ Sobre este simulador

Esta é uma peça de visualização de cenário, não de previsão. Parte de dados medidos (taxa de degradação 2004-2025, registro oficial do SIGMINE, 51 processos documentados) e os projeta linearmente assumindo continuidade da tendência. A realidade pode ser mais branda — se houver intervenção — ou mais grave, se outros vetores (grilagem, eventos climáticos) se somarem. A peça serve para tornar visível o que está em jogo na decisão de junho de 2026.

09 — Fontes, dados e método

O lastro por trás de cada afirmação

Um dossiê cidadão se sustenta quando cada número pode ser rastreado. Esta aba reúne a origem dos dados, o cálculo da medição e os limites honestos do método.

Como a medição foi feita

A análise foi feita sobre três mapas elaborados pelo autor — não sobre imagens de satélite georreferenciadas originais. Os mapas trazem coordenadas, escala gráfica e curvas de nível impressas nas bordas. A escala em metros por pixel foi derivada dessas marcações de coordenada. Como os três documentos cobrem idêntica janela geográfica, foi possível sobrepô-los pixel a pixel.

Os polígonos minerários foram isolados pela cor de suas linhas e rótulos. O solo exposto foi identificado por luminosidade alta combinada com baixa saturação de cor — critério que se mantém estável mesmo entre paletas diferentes. As manchas de mudança foram filtradas para descartar ruído: só entraram no cálculo manchas compactas e contíguas maiores que 0,5 ha.

⚠ Limitações — ditas com honestidade

Esta é uma leitura técnica preliminar, não uma perícia. Foi feita sobre PDFs finalizados, não sobre arquivos georreferenciados originais; não houve georreferenciamento formal nem cálculo de margem de erro pericial. As composições de cor dos mapas diferem entre si — por isso a análise não infere perda de vegetação por tonalidade, apenas lê feições robustas: geometria de polígonos, estradas, clareiras, solo exposto e localização relativa das alterações. Para uso pericial, recomenda-se confirmação sobre as imagens georreferenciadas originais.

O cálculo dos 29%

O percentual corresponde à soma dos polígonos fechados mensurados dentro do recorte analisado:

1.801 ha  (minério de ferro)
  146 ha  (quartzito / diamante)
——————————
1.947 ha  ÷  ~6.700 ha  ≈  29%

Os polígonos cortados pelas bordas do recorte foram descritos qualitativamente (“+6 identificados”) e não entraram nesse percentual — o número real sob pressão minerária é, portanto, maior do que 29%.

Tabela de processos minerários — ANM

Processos da Agência Nacional de Mineração incidentes sobre a Serra da Chapadinha, conforme consulta ao Cadastro Mineiro e ao SIGMINE. A tabela é aberta e em construção — cresce à medida que cada ficha oficial é consultada e arquivada.

Processo
Titular atual
Subst.
Área
Fase
872.150/2017
Mineração Novo Rumo Ltda
Ferro
999,91 ha
Direito de requerer a lavra
Demais processos da região — em consulta ao SIGMINE

O processo 872.150/2017 passou por quatro titulares desde 2017: Mineração Pedreira da Bahia, Goldcoltan Minerais, Tree Stone Mineração e, desde 05/05/2023, Mineração Novo Rumo Ltda. Fonte: Cadastro Mineiro / SIGMINE — ANM, consulta documentada em maio de 2026.

Vigilância cidadã permanente — o kit para monitorar a serra

Este dossiê fotografou um momento. Mas o cerco é dinâmico: novos requerimentos minerários, novas inscrições fundiárias e novos desmatamentos podem surgir a qualquer mês. Todas as ferramentas abaixo são públicas e gratuitas — qualquer cidadão pode repetir e atualizar as verificações deste dossiê.

Frente 1 · O subsolo (mineração)

No SIGMINE e no Cadastro Mineiro da ANM (geo.anm.gov.br e sistemas.anm.gov.br), busque mensalmente por Itaetê, Ibicoara e Mucugê: novos protocolos, mudanças de fase (requerimento → autorização de pesquisa → concessão) e cessões de titularidade — a troca de dono de um processo, como a cadeia de quatro titulares do processo 872.150/2017 documentada acima, costuma anteceder movimentação real no território. Anote número do processo, data e fase a cada consulta: a série histórica é a prova.

Frente 2 · O papel (cadastro fundiário e empresas)

A trilha que a CartaCapital seguiu é replicável: no SICAR (consultapublica.car.gov.br), os imóveis rurais dos três municípios são consultáveis com data de inscrição, retificações e área declarada — saltos abruptos de área e cadastros novos sem histórico são a bandeira vermelha da “grilagem digital”. No Acervo Fundiário do INCRA / SIGEF (acervofundiario.incra.gov.br), verifique se as parcelas certificadas se sobrepõem à poligonal do REVIS. E nos dados abertos do CNPJ (Receita Federal), o quadro societário das mineradoras e imobiliárias revela endereços e sócios em comum — o método é o mesmo deste dossiê: cruzar registros públicos, nunca especular.

Frente 3 · O solo (satélite e alertas)

O MapBiomas Alerta (alerta.mapbiomas.org) emite laudos validados de desmatamento com coordenadas, imagens de antes/depois e PDF assinado — um laudo desses anexado a uma denúncia ao Inema ou ao MP vale como evidência técnica. No TerraBrasilis (INPE) e no FIRMS (NASA), acompanhe focos de calor e avisos de supressão. E o Copernicus Browser (dataspace.copernicus.eu) entrega imagem nova do satélite Sentinel-2 a cada ~5 dias, de graça, com comparação lado a lado — foi com séries assim que este dossiê mediu a degradação 2004–2025.

Frente 4 · O licenciamento e os diários oficiais

No SEIA (Inema), os processos de licenciamento ambiental são pesquisáveis por município e empreendedor — um pedido de licença novo na região é sinal antecipado. Nos diários oficiais dos três municípios e no Diário Oficial do Estado, busque periodicamente por “Chapadinha”, “mineração” e os nomes das empresas já identificadas: decretos, alvarás e doações de área passam por ali antes de virarem fato consumado.

Regras desta vigilância

Só fontes públicas e oficiais. O alvo do monitoramento são empresas, processos e atos administrativos — nunca a vida privada de pessoas. Todo achado vira pedido de apuração aos órgãos competentes, não acusação. Arquive cada página consultada no Wayback Machine (web.archive.org) na data da consulta — registros públicos mudam, e o arquivo congela a prova. E quem monitora um território sob tensão armada deve cuidar da própria segurança digital: os achados podem ser enviados à Frente Parlamentar e ao MP sem exposição pessoal.

Rastreabilidade dos demais dados

Os dados abaixo aparecem ao longo do dossiê, com sua origem indicada. Os de fonte jornalística devem, idealmente, ser confirmados na fonte primária antes do uso institucional.

Dado
Origem
86 municípios na bacia do Paraguaçu; 65%+ da água da RMS
Requerimento da Frente Parlamentar — ALBA (fonte oficial)
Área Prioritária para Conservação, importância “extremamente alta”
MMA — Portarias nº 126/2004, 09/2007, 223/2016 e 463/2018
10 sítios arqueológicos
IPHAN, via requerimento da Frente Parlamentar — ALBA
3 quilombos, 9 assentamentos, acampamento MST, terreiros de jarê
Requerimento da Frente Parlamentar — ALBA (fonte oficial)
Procedimento do Ministério Público (Portaria 699.8.91708/2021)
Promotoria do Meio Ambiente do Médio Paraguaçu, 04/05/2021
Indicação nº 26.650/2023, aprovada em 06/06/2023
Assembleia Legislativa da Bahia — registro oficial
Processo 872.150/2017: titular, área, fase, cadeia de titulares
Cadastro Mineiro / SIGMINE — ANM (fonte oficial)
18,3 mil hectares; 98% de vegetação nativa preservada
Estudo CNCFlora / Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ); requerimento da Frente — ALBA
184 espécies de plantas em 64 famílias; espécies endêmicas e ameaçadas
Estudo CNCFlora / JBRJ, via ((o))eco
6 propriedades particulares; menos de 10% da área proposta
Levantamento fundiário do estudo técnico, via ((o))eco
Toca do Lobo: Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica
UNESCO — reconhecimento de dezembro de 2024
Recomendação do MPF: não autorizar supressão vegetal; cancelar licenças
Ministério Público Federal — recomendação de agosto/2023
Ofícios do MPF pós-ataque (Casa Civil-BA, SSP-BA, MMA, ICMBio)
Procuradoria da República na Bahia — 08/05/2026 (procurador Ramiro Rockenbach)
146 ha de quartzito/diamante
Medição própria — confere com 149 ha declarados (dep. Hilton Coelho)
1.801 ha; 29% do recorte; degradação ~580 ha
Medição e cálculo próprios sobre os mapas do autor (ver método acima)
Ataque à Toca do Lobo (01/05/2026)
Imprensa (Jornal Correio, ((o))eco) e requerimento da Frente — ALBA
51 processos minerários em curso; 1 em fase de lavra
Folhapress, via Acessa (maio/2026)
+14 mil hectares com autorização de pesquisa mineral
ANM — dados abertos, citado pelo MPF (recomendação de 2023)
Bahia: 116 conflitos por terra e 19 por água em 2025
Comissão Pastoral da Terra (CPT) — relatório anual
REVIS Serra da Chapadinha — 18,3 mil ha; Itaetê 73%/Ibicoara 24%/Mucugê 3%; consulta pública 01–30/06/2026
SEMA-BA — Estudo Técnico (29/05/2026), Parecer Técnico e Mapa da poligonal
Frente Parlamentar Mista — 22 assinaturas na oficialização (29/05/2026), 23 na instalação (09/06/2026)
Diário Oficial do Legislativo da ALBA (29/05/2026)
“Grilagem digital” — Todos os Santos: 0 → 1.847 ha em 15 meses; +2.774 ha em Itaetê (nov/23 a jun/24)
CartaCapital, reportagem de Wendal Carmo (07/06/2026)
Defeso eleitoral desde 04/07/2026; vedação recai sobre publicidade institucional
Lei nº 9.504/1997; TSE; aviso de suspensão no portal da ALBA (restrição de 05/07 a 25/10/2026)
REVIS Canela de Ema (DF) — decreto assinado em 03/07/2026, publicado no DO em 07/07/2026
Jornal de Brasília; Repórter Capital; Diário Oficial do Distrito Federal

Fontes consultadas

Material de base: imagens de satélite 2004 e 2025/26 cedidas pelo autor; três mapas elaborados pelo autor.

Documentais e oficiais: Agência Nacional de Mineração — Cadastro Mineiro e SIGMINE; Assembleia Legislativa da Bahia — Indicação nº 26.650/2023 e Frente Parlamentar Mista — Defesa da Serra da Chapadinha (protocolada em 07/05/2026, oficialmente constituída com 22 assinaturas em 29/05/2026, conforme Diário Oficial do Legislativo; instalada em 09/06/2026 com 23 adesões — notícia oficial ALBA, Mídia Center nº 70243); Ministério Público Federal — recomendação de agosto/2023 e ofícios de maio/2026; Ministério Público da Bahia — Promotoria do Médio Paraguaçu (portaria nº 699.8.91708/2021); UNESCO / Reserva da Biosfera da Mata Atlântica — designação do Posto Avançado Toca do Lobo (12/2024); Ministério do Meio Ambiente — portarias de Áreas Prioritárias; IPHAN; SEMA-BA — Estudo Técnico do REVIS Chapadinha (29/05/2026), Parecer Técnico favorável, Mapa da poligonal e página oficial da consulta pública (01–30/06/2026); INCRA — bases CCIR / SNCR.

Científicas: Centro Nacional de Conservação da Flora / Jardim Botânico do Rio de Janeiro (CNCFlora / JBRJ) — inventário florístico e estudo de subsídio à criação da UC.

Jornalísticas: ((o))eco, Folhapress / Acessa, Brasil de Fato, CartaCapital (incluindo a reportação de 07/06/2026 sobre “grilagem digital”, de Wendal Carmo), Jornal Correio, IHU Unisinos, Bahia Notícias, PrimeiroJornal, NE9, Panorama da Bahia, Política in Rosa, Calila Notícias, Repórter Hoje, Notícia Livre; Movimento Salve a Serra da Chapadinha; Comissão Pastoral da Terra (CPT); Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais no Estado da Bahia (AATR).

O que este dossiê prova — e o que ele pede para apurar

Um documento honesto separa o que afirma do que sugere, e o que sugere do que ainda precisa ser investigado. Os quatro degraus abaixo organizam esse limite.

01

Fato documental

Processos da ANM, fase, titular, área, histórico no SIGMINE. A indicação nº 26.650/2023 da ALBA. A recomendação do MPF de 2023. A designação UNESCO de 2024. O protocolo da Frente Parlamentar em 07/05/2026 e sua constituição oficial em 29/05/2026 com 22 assinaturas. Tudo consultável em fonte oficial.

02

Medição própria verificável

Áreas extraídas dos mapas elaborados pelo autor (1.801 ha; 146 ha), cálculo dos 29%, detecção de solo exposto (~580 ha em 21 anos). Método descrito acima; qualquer pessoa com os mesmos mapas chega aos mesmos números.

03

Inferência técnica razoável

O avanço da degradação pelas bordas. A coincidência territorial entre pressão minerária e solo exposto. A projeção de cenário na aba 8. Conclusões técnicas defensáveis a partir dos dados — não são certezas, são leituras com lastro.

04

Fato que exige investigação

Quem mandou os homens armados invadirem a Toca do Lobo às vésperas da consulta pública. Por que o relatório de pesquisa minerária foi aprovado quatro dias depois do ataque. Isso o dossiê não afirma — pede que se apure.

A Toca do Lobo precisa ser reerguida. Equipamentos foram destruídos, a base foi atingida. Uma vaquinha pública está em curso para devolver à serra sua capacidade de testemunhar.
Ajudar

Perguntas difíceis

Toda peça pública precisa enfrentar o contraditório. Eis as quatro perguntas mais previsíveis — e as respostas honestas:

O mapa prova crime?

Não. O mapa prova sobreposição territorial, pressão minerária e mudança visível na paisagem. Quem cometeu o crime, por que cometeu, e quem mandou, dependem de investigação oficial — do Ministério Público, da Polícia e da Justiça. Este dossiê não acusa. Mostra a coincidência entre o avanço do processo minerário, o ataque armado e a aprovação da lavra quatro dias depois — e pede que se apure.

A comparação 2004–2025 mede perda de vegetação por cor?

Não. Os três mapas usam composições de cor diferentes — comparar tonalidade de verde seria tecnicamente frágil, e o dossiê evita esse erro. A comparação usa apenas feições robustas: solo exposto, clareiras, estradas, geometria de polígonos — indicadores estáveis entre paletas.

Vocês são contra toda mineração?

Não é isso. O caso trata da incompatibilidade entre mineração industrial e uma área específica — uma zona de recarga hídrica de uma bacia que abastece 86 municípios, com biodiversidade endêmica reconhecida pela UNESCO, com sítios arqueológicos e comunidades tradicionais. Mineração tem lugar; esse lugar não é um deles.

Por que Refúgio de Vida Silvestre, e não APA?

Porque o caso exige proteção integral contra usos incompatíveis com a conservação. Uma APA é categoria de uso sustentável e pode admitir atividades econômicas licenciadas — o que, na prática, deixa brecha para a pressão minerária que é o problema central. O Refúgio é a ferramenta jurídica desenhada para o caso.

O dossiê em construção

A tabela de processos da ANM acima é aberta: cada nova ficha consultada no SIGMINE a torna mais completa — e o dossiê, mais robusto para o Ministério Público, a SEMA e a imprensa. O próximo passo é documentar todos os processos incidentes sobre a serra.

10 — A resposta institucional

A Frente Parlamentar em Defesa da Serra da Chapadinha

Diante da demora na criação da Unidade de Conservação e do ataque armado à Toca do Lobo, a defesa da serra ganhou, em maio de 2026, uma estrutura permanente dentro da Assembleia Legislativa da Bahia — agora oficialmente constituída.

29/05 · oficializada  |  09/06 · instalada
23/21
23 assinaturas de deputadas e deputados estaduais — duas a mais que o mínimo de 21 exigido pelo Regimento Interno da ALBA. A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Serra da Chapadinha foi publicada no Diário Oficial do Legislativo em 29/05/2026 com 22 assinaturas e instalada em 09/06 já com 23.
A trincheira institucional está montada. O que falta agora é o decreto do governador.
✓ Realizado · instalação oficial
09JUN
2026

A Frente foi instalada — com a sociedade civil dentro

Na manhã de terça-feira, 9 de junho de 2026, a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Serra da Chapadinha foi oficialmente instalada na Assembleia Legislativa da Bahia, já com 23 assinaturas parlamentares. Hilton Coelho (PSOL) preside a Frente; Olívia Santana (PCdoB) é a vice-presidente. A mesa da solenidade reuniu a deputada Neusa Cadore (PT), o vereador de Salvador Professor Hamilton Assis (PSOL), os ativistas Marcos Fantini e Alcione Corrêa, do Movimento Salve a Serra da Chapadinha, e Dona Mira, do MSTB.

Alcione Corrêa assumiu como representante dos movimentos sociais e ambientalistas na estrutura da Frente — pouco mais de um mês depois do ataque armado à Toca do Lobo, ela passa a ocupar um assento institucional na defesa da serra. Cobertura oficial da ALBA →

A etapa atual

Decreta já, Governador

O processo de criação do REVIS Serra da Chapadinha cumpriu todas as suas etapas. Não falta estudo, não falta parecer, não falta escuta pública. Falta um ato de caneta.

Estudos técnicos — conduzidos pela Sema desde 2023: levantamentos ambientais, diagnósticos socioeconômicos, visitas de campo, oficinas
Recomendação do MPF — expedida em agosto de 2023, com prazo de seis meses para o Estado agir. Prazo vencido há mais de dois anos
Audiências públicas e oficinas no território — realizadas com moradores, guias locais, proprietários do entorno, MPE e MPF
Parecer técnico favorável da Sema — assinado pelo superintendente de Políticas e Planejamento Ambiental no fim de maio de 2026
Consulta pública — aberta em 1º de junho, encerrada em 30 de junho de 2026, com encontros presenciais nos três municípios
Respaldo parlamentar — Frente Parlamentar Mista instalada na ALBA com 23 assinaturas suprapartidárias
Decreto do governadorúnica etapa pendente

A própria Secretaria do Meio Ambiente descreveu esse caminho em nota pública, ainda em 2023: disse que havia conversa com o governador e que a preparação em curso culminaria na assinatura e publicação de um Decreto. O roteiro é do próprio governo. Chegou-se ao fim dele.

51
processos minerários seguem ativos sobre a serra enquanto o decreto não sai — um deles já em fase de direito de requerer a lavra. A demora não é neutra: cada mês sem proteção legal é um mês em que o cerco avança.

Em 07 de maio de 2026, o deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) protocolou na ALBA o requerimento de criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Serra da Chapadinha — uma estrutura fundamentada no Regimento Interno da Casa e na Resolução 117/2013. Hilton Coelho foi eleito seu presidente.

Nas semanas seguintes ao protocolo, a articulação do mandato conseguiu reunir 22 assinaturas — uma a mais que as 21 exigidas pelo Regimento Interno da Casa — consolidando a Frente como estrutura suprapartidária que reúne parlamentares de campos políticos distintos em torno de uma causa comum. Sinal de que a defesa da serra não é bandeira de um partido, mas pauta de Estado.

O que a Frente vai fazer
  • Lutar pela aprovação da Unidade de Conservação da Serra da Chapadinha — com horizonte de proteção integral;
  • Propor audiências públicas sobre as questões ambientais da Chapada Diamantina;
  • Realizar simpósios, seminários e solenidades com a sociedade civil organizada;
  • Defender proposições legislativas que aperfeiçoem a proteção ambiental da região;
  • Articular a criação de frentes municipais em defesa da serra e da Chapada Diamantina;
  • Apoiar, após a criação da UC, a implementação das ferramentas de gestão — base física do Inema, conselho gestor e plano de manejo;
  • Articular o fomento à pesquisa científica no território — biodiversidade, hidrologia, patrimônio cultural;
  • Articular o fomento a ações de geração de renda voltadas ao turismo de base comunitária do entorno — cooperativas, produtos locais, artesanato.

Como a Frente se organiza

A estrutura prevista no estatuto integra parlamentares e sociedade civil no mesmo arranjo de decisão: uma Assembleia-Geral, um Conselho Executivo e um Conselho Consultivo — este último com lugar reservado para 15 membros da sociedade civil com atuação reconhecida na defesa da serra, além de representantes dos poderes públicos estadual e municipal. Os cargos não são remunerados, e o mandato acompanha a legislatura.

Por que isso importa para a serra

Uma indicação pode dormir numa gaveta — foi o que aconteceu por quase três anos com a Indicação nº 26.650/2023. Uma Frente Parlamentar é diferente: é estrutura permanente, com mandato, que cobra, fiscaliza e não deixa o tema sair de pauta — sobretudo agora, na espera pelo decreto.

Como participar — por onde você entra

A defesa da Serra da Chapadinha é uma construção coletiva — o movimento Salve a Serra da Chapadinha já reúne mais de 65 mil pessoas. Com o apoio institucional do Deputado Hilton Coelho, a contribuição e a articulação passam agora a ter um canal oficial: o mandato que preside a Frente Parlamentar na ALBA. E todo cidadão tem, em um clique, a contribuição máxima possível: assinar o abaixo-assinado público (aba 12).

Apoio institucional
Antes de qualquer coisa: assine o abaixo-assinado. É o ato cívico mais rápido e direto que existe agora — e o que mais pesa na consulta pública.
Assinar
Sou cidadão, soteropolitano, baiano
  • Assine o abaixo-assinado em c.org/g9QdsYnTyz — sua contribuição cívica máxima.
  • Compartilhe o link e este dossiê em redes, grupos e conversas — especialmente entre quem bebe a água do Paraguaçu.
  • Participe da consulta pública de junho de 2026 — comparecer e se manifestar é o ato cívico mais direto.
  • Cobre vereadores e prefeituras dos municípios da região pela criação da UC.
  • Siga e amplifique @hiltoncoelho50 e @salveaserradachapadinha.
Sou parlamentar ou vereador
  • Adira à Frente Parlamentar Mista — o mandato de Hilton Coelho coordena a articulação suprapartidária na ALBA.
  • Articule a criação de frentes municipais em defesa da serra na sua cidade.
  • Solicite audiência pública nas casas legislativas estadual e municipais.
  • Apresente requerimentos de informação à SEMA, à ANM e ao INEMA sobre os processos minerários incidentes.
Sou imprensa, Ministério Público ou órgão ambiental
  • O mandato do Dep. Hilton Coelho é o ponto de contato institucional para pautas, dados, denuncias e articulações legislativas relacionadas à serra. Contato via @hiltoncoelho50.
  • Solicite ao SIGMINE/ANM a lista completa dos 51 processos incidentes sobre a serra, com titular, área e fase.
  • Cobre da SEMA-BA a publicação dos estudos técnicos de subsídio à UC.
  • Requisite proteção oficial aos defensores ambientais — o ataque de 01/05/2026 ainda aguarda apuração.
  • Solicite vistoria técnica em campo, especialmente nas nascentes que alimentam o rio Una.
Sou pesquisador, ambientalista ou organização da sociedade civil
  • Some dados ao dossiê — especialmente sobre biodiversidade, hidrologia, patrimônio cultural e comunidades tradicionais da região. O canal é o mandato do Dep. Hilton Coelho, que centraliza a articulação.
  • Contribua com a Frente como membro do Conselho Consultivo (são 15 vagas reservadas à sociedade civil com atuação reconhecida) — solicitação pelo mandato.
  • Apoie tecnicamente a manifestação de comunidades locais na consulta pública.
Uma serra que resiste no centro — e uma rede que se organiza para que ela não caia pelas bordas. Frente Parlamentar Mista em Defesa da Serra da Chapadinha · ALBA · 2026

A Serra da Chapadinha ainda está em pé.

O que falta não é diagnóstico:
é decisão pública.

11 — O que precisa ser reerguido
★ Resposta a um ataque · vaquinha em curso

Salve a Toca do Lobo

Na noite de 1º de maio de 2026, homens armados invadiram a Pousada Toca do Lobo — a base que sustentava o monitoramento ambiental da Serra da Chapadinha. Os ambientalistas Alcione e Marcos foram atacados; equipamentos foram destruídos e incendiados. O atentado quis apagar olhos e ouvidos da serra. Uma vaquinha pública está aberta para reerguer a base e devolver à região sua capacidade de testemunhar.

Contribuir agora Endereço direto: kickante.com.br/vaquinha-online/salve-a-toca-do-lobo-serra-da-chapadinha

O que foi destruído

A Toca do Lobo não era apenas uma pousada de turismo de natureza. Era a base operacional de quem fazia, na prática, o monitoramento da Serra da Chapadinha — o ponto a partir do qual saíam as expedições, as medições, as imagens e os registros que documentam o que acontece em uma região sem proteção legal e sob pressão minerária crescente. O ataque do 1º de maio destruiu equipamentos e atingiu pessoas. A vaquinha é para reerguer essa estrutura — e não deixar que o silêncio se instale.

01

Equipamentos de monitoramento

Instrumentos de campo, registros e o que permitia documentar o território — perdidos ou inutilizados no atentado.

02

Estrutura física da base

A pousada que servia de apoio logístico para expedições, pesquisa e recepção — danificada e parcialmente incendiada.

03

Continuidade da viglância

Sem base, sem olho permanente na serra. A vaquinha é o que recoloca em pé a capacidade de testemunhar.

Por que isso importa para a defesa da serra

Em uma região onde 51 processos minerários aguardam decisão e onde a consulta pública que define o futuro está marcada para junho de 2026, testemunho documentado vale ouro. Quem está em campo, com câmera, instrumento e registro, é quem produz a prova que entra em audiência pública, em processo no Ministério Público, em reportagem.

Reerguer a Toca do Lobo é manter esse fluxo de prova ativo — e garantir que a luta pela criação do Refúgio de Vida Silvestre da Serra da Chapadinha tenha um corpo material para se sustentar, não apenas argumentos. O atentado tentou apagar a base; a vaquinha existe para que essa tentativa fracasse.

O ataque quis fazer da serra um lugar sem testemunhas. A reconstrução é a recusa coletiva a esse silêncio. Equipe da Toca do Lobo

O contexto completo do atentado — sequência, motivação, conexões — está narrado em detalhe na aba 8 — A morte anunciada. Esta aba existe porque aquela aba existe.

Depois de contribuir, faça também o gesto cívico que pesa na consulta pública: assine o abaixo-assinado.
Assinar

Que a serra não fique sem olhos.

Reerguer a base é
recusar o silêncio.

12 — A contribuição cívica máxima
★ Ação direta · 30 segundos

Assine o abaixo-assinado
pela Serra da Chapadinha

A maior contribuição que um cidadão pode dar agora — antes da consulta pública de junho de 2026 — cabe num clique. Cada assinatura conta como manifestação cívica formal, e fortalece o argumento da Frente Parlamentar Mista presidida pelo Deputado Hilton Coelho na ALBA.

Assinar agora Endereço direto: c.org/g9QdsYnTyz

Por que a sua assinatura pesa

Um abaixo-assinado público não é só uma manifestação simbólica. Na prática, ele se transforma em massa crítica documentada que entra como peça na consulta pública, no diálogo institucional com a SEMA-BA, e como argumento concreto na atuação legislativa da Frente Parlamentar.

01

Vale para a consulta pública

O número de signatários é referência direta nas decisões sobre a categoria da UC. Quanto mais pessoas, mais robusta a evidência social.

02

Reforça a Frente Parlamentar

A Frente presidida por Hilton Coelho usa o abaixo-assinado como instrumento de pressão institucional — sua assinatura é munição política.

03

Custa 30 segundos

Sem pagamento, sem cadastro complicado. Apenas nome, e-mail e CEP — e você passa a integrar a defesa documentada da serra.

Como funciona

  1. Clique no botão Assinar agora — você será levado(a) ao site oficial da petição.
  2. Preencha nome, e-mail e CEP — o site é gratuito e não pede mais que isso.
  3. Compartilhe o link com pelo menos cinco pessoas que você sabe que se importam com a água, a Chapada, o cerrado-caatinga ou a Bahia.
  4. Volte aqui e leia o dossiê completo — você vai precisar dos argumentos quando alguém perguntar “mas por que importa?”
Uma assinatura não salva a serra sozinha. Sessenta e cinco mil, sim — começam a salvar. Movimento Salve a Serra da Chapadinha
Apoio institucional

Também — outros caminhos de contribuição

Depois de assinar, você pode aprofundar sua atuação: veja o argumento técnico para usar em conversas e cobranças, consulte a aba da Frente Parlamentar para os caminhos institucionais, ou siga @hiltoncoelho50 no Instagram para acompanhar a articulação na ALBA em tempo real.

Sua contribuição máxima cabe em um clique.

A serra precisa
do seu nome.

13 — Soma institucional
Para entidades, coletivos e organizações

Sua entidade pode somar a esta defesa

Esta aba existe para que entidades, coletivos, associações, cooperativas, terreiros, sindicatos, universidades, ONGs, conselhos profissionais e qualquer organização da sociedade civil possa registrar formalmente sua adesão à defesa da Serra da Chapadinha. As adesões recebidas alimentam diretamente a articulação da Frente Parlamentar Mista na ALBA — e robustecem o argumento social na consulta pública de junho de 2026.

Quem pode aderir

Sociedade civil organizada

Associações de moradores, ONGs, coletivos ambientais, movimentos sociais, terreiros, comunidades tradicionais, conselhos comunitários.

Ciência e categoria

Universidades, laboratórios, grupos de pesquisa, sociedades científicas, conselhos profissionais e entidades de classe.

Trabalho e produção

Sindicatos, cooperativas, associações de produtores, redes de turismo de base comunitária, empreendimentos da economia solidária.

A adesão é um gesto institucional — declarado pela entidade, não por uma pessoa em nome próprio. Por isso, o formulário pede dados da organização e de quem responde por ela. As adesões compõem uma lista pública a ser entregue à Frente Parlamentar.

Formulário de adesão
Preenchimento — cerca de 3 minutos

Os dados serão tratados como contribuição à articulação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Serra da Chapadinha. Em caso de dúvidas sobre o uso da informação, o canal é o mandato do Dep. Hilton Coelho (@hiltoncoelho50).

O que acontece depois

Recebida a adesão, a articulação da Frente Parlamentar fará o registro na lista oficial de entidades signatárias. As entidades que autorizarem podem ser convidadas a integrar atividades públicas — audiências, seminários, vistorias de campo — e, conforme a estrutura prevista no estatuto, candidatar-se ao Conselho Consultivo da Frente, que reserva 15 vagas à sociedade civil com atuação reconhecida.

Importante — não substitui o abaixo-assinado

A adesão institucional é um gesto da entidade. O abaixo-assinado público (aba 12) é o gesto individual, cidadão — e os dois andam juntos. Se você adere em nome de uma entidade, considere também assinar como pessoa.